Publicado em Memorias

Orgulho

Junho é o mês do orgulho LGBTQIA+ Eu fiquei pensando em escrever algo mostrando números e porcentagens que relatam o que a homofobia é, mas mudei tudo ao ouvir do meu amigo uma frase. Estávamos falando sobre a barbárie de alguns dias atrás em que um jovem gay de 22 anos foi estuprado por 3 homens e teve seu corpo tatuado com frases homofóbicas.

Na sua preocupação de pai ele me questionou: “Como eu vou contar algo assim ao meu filho um dia?” Foi aí que eu pensei que mais que números devemos refletir e nunca cansar de dizer isso todos os dias. Do temor que as pessoas sentem por simplesmente SEREM. O quanto dói ouvir frase do tipo: “Eu respeito, mas não concordo”. De se sentirem alvo da “ira divina” por não estarem nos padrões da família tradicional brasileira.

Não, eu não sou um alecrim dourado por respeitar o direito de qualquer pessoa ser o que ela quer ser, isso é o mínimo. Respeitar pessoas é o mínimo que deveríamos fazer enquanto sociedade.

“Ah! mas eu não concordo”. Não cabe a ninguém concordar com a sexualidade de ninguém. A gente pode concordar no que diz respeito a nossa vida e nossas escolhas. Se gostamos de quente ou frio, chá ou café. Sobre a vida das pessoas não temos que concordar ou não, o papel que nos cabe é apenas RESPEITAR as pessoas na sua totalidade.

Eu sempre achei e acho o amor um ato revolucionário. É preciso muito coragem pra amar alguém é essa coragem tem que ser elevada a milésima potência quando se é LGBT. Pois, além de todas as dificuldades de um relacionamento ainda precisa enfrentar o ódio do mundo pra simplesmente ter o direito de amar alguém. Por esses e muitos motivos eu sempre tive uma profunda admiração pra quem enfrenta padrões pra ser feliz sendo quem se quer ser.

Eu sigo por aqui na luta pra melhorar o máximo que eu conseguir o mundo pra que meu afilhado, sua família (e todas as outras como a dele) sejam muito felizes e respeitados. Se orgulhe sempre de quem você é.

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